A dor de cabeça é uma queixa comum na infância e na adolescência. Na maioria das vezes, não está relacionada a uma doença grave. As cefaleias primárias, como a enxaqueca e a cefaleia do tipo tensional, estão entre as causas mais frequentes nos atendimentos neurológicos.
Ainda assim, dores recorrentes, muito intensas ou acompanhadas de outros sintomas precisam ser avaliadas. A forma como a dor começou, sua frequência, os sintomas associados e eventuais mudanças no comportamento da criança ajudam o médico a diferenciar uma cefaleia primária de uma dor provocada por outra condição.
Dor de cabeça é comum na infância?
Uma meta-análise publicada em 2023 estimou que aproximadamente 62% das crianças e dos adolescentes apresentam alguma forma de cefaleia primária. A prevalência estimada de enxaqueca foi de 11%, embora os resultados variem conforme a população e o método utilizado em cada estudo.[1, 3]
As crises podem provocar:
- faltas e queda de rendimento na escola;
- dificuldade para estudar ou realizar tarefas;
- interrupção de brincadeiras e atividades físicas;
- menor participação em atividades sociais;
- irritabilidade e alterações do sono;
- impacto na rotina familiar.
Muitas crianças continuam apresentando cefaleia na vida adulta. Por isso, reconhecer e tratar o problema precocemente pode reduzir a incapacidade e melhorar a evolução em longo prazo.[1]
Quais são as principais causas de dor de cabeça em crianças?
As cefaleias podem ser divididas em dois grandes grupos.
Cefaleias primárias
Nesses casos, a própria cefaleia é o problema. Não existe outra doença estrutural, infecciosa ou metabólica provocando os episódios.
As principais formas são:
- enxaqueca;
- cefaleia do tipo tensional;
- cefaleias trigêmino-autonômicas;
- cefaleia primária em pontadas;
- cefaleia nova diária e persistente.
Cefaleias secundárias
São dores de cabeça causadas por outra condição, como:
- infecções virais;
- sinusite aguda;
- traumatismo;
- elevação importante da pressão arterial;
- efeitos de medicamentos;
- distúrbios do sono;
- aumento da pressão dentro do crânio;
- infecções do sistema nervoso;
- doenças vasculares;
- lesões estruturais.
No pronto atendimento pediátrico, as infecções virais estão entre as causas mais frequentes de cefaleia secundária. Nos ambulatórios de neurologia, predominam as cefaleias primárias, principalmente a enxaqueca.[1]
Como a criança pode demonstrar que está com dor de cabeça?
Nem toda criança consegue explicar se a dor pulsa, aperta ou queima. Em crianças pequenas ou com dificuldades de comunicação, a observação da família é fundamental.
Durante uma crise, a criança pode:
- interromper a brincadeira;
- procurar um lugar escuro e silencioso;
- evitar movimentos;
- ficar pálida ou abatida;
- demonstrar irritabilidade;
- recusar alimentos;
- apresentar náuseas ou vômitos;
- querer dormir.
Em crianças com autismo, TDAH, deficiência intelectual ou limitações de linguagem, mudanças repetidas e previsíveis no comportamento podem ajudar a reconhecer o início das crises.
Enxaqueca em crianças e adolescentes
A enxaqueca é uma das cefaleias primárias mais encontradas nos ambulatórios de neurologia pediátrica. Pode começar nos primeiros anos de vida e nem sempre se manifesta da mesma forma que no adulto.[1]
Na infância, a dor pode:
- durar menos tempo;
- ocorrer nos dois lados da cabeça;
- piorar com movimentos ou atividade física;
- ser acompanhada de náuseas ou vômitos;
- provocar incômodo com luz e sons;
- fazer a criança interromper suas atividades.
A história familiar também é importante, pois muitas crianças e adolescentes com enxaqueca têm familiares com o mesmo diagnóstico.
Enxaqueca sem aura
É a apresentação mais comum. A dor pode ser pulsátil ou intensa e costuma piorar com a movimentação. Náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e incômodo com sons também podem ocorrer.
Como a criança nem sempre consegue descrever esses sintomas, algumas atitudes fornecem pistas importantes, como pedir silêncio, procurar um ambiente escuro ou querer dormir durante a crise.
Enxaqueca com aura
A aura é um conjunto de sintomas neurológicos temporários que pode surgir antes ou durante a dor.
A aura visual é a mais frequente e pode provocar:
- pontos luminosos;
- linhas ou formas brilhantes;
- áreas de visão reduzida;
- alterações transitórias do campo visual.
Também podem ocorrer formigamento, alterações da sensibilidade ou dificuldade para falar. Em geral, os sintomas se desenvolvem gradualmente, duram entre 5 e 60 minutos e desaparecem completamente.[2]
Na infância, as manifestações visuais podem ser menos típicas e, algumas vezes, ocorrer nos dois lados do campo visual. Uma visão simplesmente borrada antes da crise não é necessariamente uma aura e pode fazer parte dos sintomas que anunciam a chegada da enxaqueca.
Enxaqueca crônica
A enxaqueca é considerada crônica quando a pessoa apresenta dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês, durante mais de três meses, e pelo menos oito desses dias têm características de enxaqueca.[2]
Essa forma pode comprometer significativamente a vida escolar, social e emocional. Uso excessivo de medicamentos para dor, sono inadequado, obesidade, ansiedade e depressão podem estar associados à maior frequência das crises.
A enxaqueca pode causar sintomas antes da dor?
Algumas crianças apresentam uma fase chamada pródromo, que pode começar horas antes da cefaleia.
Os sintomas mais relatados são:
- cansaço;
- irritabilidade;
- mudança de humor;
- palidez;
- alteração da aparência facial;
- redução da atividade habitual.
Frequentemente, os pais percebem essas mudanças antes da própria criança. Reconhecer esse padrão pode ajudar a iniciar as medidas para controle da crise mais cedo.[1]
Lacrimejamento e nariz entupido podem fazer parte da enxaqueca?
Sim. Lacrimejamento, vermelhidão ocular, congestão nasal, coriza, inchaço ao redor do olho e queda discreta da pálpebra são chamados de sintomas autonômicos cranianos.
Embora sejam conhecidos por ocorrer em algumas cefaleias mais raras, também podem acompanhar a enxaqueca infantil. Portanto, dor de cabeça com congestão nasal ou lacrimejamento não significa necessariamente sinusite.[1]
Quando a dor é sempre do mesmo lado, muito intensa, concentrada ao redor do olho e acompanhada de sintomas autonômicos do mesmo lado, outras formas de cefaleia precisam ser consideradas.
Síndromes episódicas associadas à enxaqueca
Algumas crianças apresentam síndromes que podem estar associadas à enxaqueca e, em certos casos, anteceder o aparecimento da cefaleia típica.
Entre elas estão:
- enxaqueca abdominal;
- síndrome dos vômitos cíclicos;
- vertigem paroxística benigna;
- torcicolo paroxístico benigno.
Na enxaqueca abdominal, o principal sintoma é a dor abdominal recorrente, geralmente acompanhada de náuseas, vômitos, palidez ou perda de apetite. Entre as crises, a criança costuma permanecer bem.
Na síndrome dos vômitos cíclicos, ocorrem episódios repetidos e semelhantes de náuseas e vômitos intensos, separados por períodos sem sintomas.
Esses quadros exigem avaliação cuidadosa, pois doenças gastrointestinais, metabólicas, vestibulares e neurológicas podem produzir manifestações semelhantes.[1, 2]
Cefaleia do tipo tensional
A cefaleia do tipo tensional costuma provocar dor leve ou moderada, frequentemente nos dois lados da cabeça. Em geral, não piora com as atividades habituais e apresenta menos sintomas associados do que a enxaqueca.
Apesar de serem condições diferentes, pode haver sobreposição entre cefaleia do tipo tensional e enxaqueca. Uma mesma criança também pode apresentar mais de um tipo de dor de cabeça.
Por isso, o diagnóstico depende do padrão observado ao longo do tempo, e não apenas das características de uma única crise.
Cefaleias trigêmino-autonômicas
São cefaleias raras na infância. Caracterizam-se por dor muito intensa, geralmente de um lado da cabeça, acompanhada de sintomas autonômicos do mesmo lado, como:
- lacrimejamento;
- vermelhidão ocular;
- congestão nasal;
- queda da pálpebra;
- inchaço ao redor do olho.
A cefaleia em salvas faz parte desse grupo. Durante a crise, o paciente costuma ficar agitado ou inquieto, diferentemente de muitas pessoas com enxaqueca, que preferem permanecer paradas.
Essas cefaleias podem ser confundidas com enxaqueca, sinusite ou problemas oculares. Quando a dor ocorre sempre do mesmo lado ou não responde ao tratamento esperado, o diagnóstico deve ser revisto.
A hemicrania paroxística e a hemicrania contínua estão entre as cefaleias que apresentam resposta característica à indometacina, embora pertençam a categorias diagnósticas diferentes. O uso desse medicamento exige indicação e acompanhamento médico.[1, 2]
Cefaleia primária em pontadas
Provoca pontadas breves, geralmente com duração de segundos, que podem surgir isoladamente ou em pequenas sequências.
Na maioria dos casos, os episódios são pouco frequentes e não exigem tratamento. Quando se tornam repetitivos ou incapacitantes, é importante confirmar o diagnóstico e avaliar a necessidade de tratamento específico.
Cefaleia nova diária e persistente
Essa cefaleia apresenta uma característica marcante: o paciente se lembra claramente do dia ou do período em que a dor começou e, desde então, ela permanece diária e contínua, sem intervalos completamente livres.
Para preencher os critérios diagnósticos, o quadro deve persistir por mais de três meses.[2]
Embora seja rara na população geral, pode representar uma parcela importante dos casos de cefaleia crônica diária na infância e na adolescência. É uma condição de tratamento desafiador e exige a exclusão cuidadosa de causas secundárias.
Quando a dor de cabeça é um sinal de alerta?
Algumas características aumentam a possibilidade de a dor estar relacionada a outra condição médica.
É recomendável procurar atendimento com prioridade quando houver:
- dor súbita e muito intensa, que atinge a intensidade máxima em menos de um minuto;
- início recente com piora progressiva;
- mudança importante no padrão de uma cefaleia já conhecida;
- febre, confusão, sonolência excessiva ou rigidez na nuca;
- fraqueza, alteração da sensibilidade, dificuldade para falar ou desequilíbrio;
- convulsão;
- alteração visual persistente;
- dor após traumatismo;
- dor desencadeada de forma consistente por tosse, espirro ou esforço;
- dor provocada ou claramente modificada pela posição do corpo;
- dor matinal acompanhada de vômitos;
- dor sempre do mesmo lado, principalmente ao redor do olho;
- histórico de câncer ou alterações da imunidade;
- papiledema, que é o inchaço do disco óptico identificado no exame do fundo do olho.
A dor que piora ao deitar pode levantar a suspeita de aumento da pressão dentro do crânio. A dor que aparece ou piora ao ficar em pé pode estar relacionada à redução da pressão do líquido que envolve o sistema nervoso ou a alterações autonômicas.
Cefaleia matinal acompanhada de vômitos também merece atenção. Quando a dor matinal ocorre sem vômitos, o médico pode investigar outras condições, como a apneia obstrutiva do sono.
A localização da dor somente na parte posterior da cabeça não significa, por si só, que exista uma doença grave. A interpretação depende dos demais sintomas, da evolução do quadro e do exame neurológico.[1]
Toda criança com dor de cabeça precisa fazer ressonância?
Não. Crianças com história típica de cefaleia primária, padrão estável e exame neurológico normal geralmente não precisam realizar ressonância magnética, tomografia ou uma extensa bateria de exames laboratoriais.[1, 4]
Alterações de imagem que realmente exigem tratamento são pouco frequentes e costumam estar associadas a sinais de alerta ou alterações no exame neurológico.
Além de nem sempre esclarecer a causa da dor, a solicitação indiscriminada de exames pode identificar pequenas alterações sem relação com a cefaleia, provocando preocupação e levando a novas investigações desnecessárias.
A neuroimagem deve ser solicitada quando a história clínica ou o exame levantarem uma suspeita concreta de cefaleia secundária.
O eletroencefalograma ajuda a investigar a dor de cabeça?
O eletroencefalograma, também chamado de EEG, não faz parte da investigação rotineira da enxaqueca ou de outras cefaleias primárias.[4]
O exame pode apresentar alterações inespecíficas que não confirmam o diagnóstico nem explicam a dor. Sua realização deve ficar reservada para situações em que exista uma suspeita clínica independente de epilepsia ou de outra condição que realmente justifique o teste.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende do diagnóstico, da frequência das crises e do impacto da dor na vida da criança. Uma cefaleia provocada por infecção, traumatismo ou aumento da pressão intracraniana exige uma abordagem diferente daquela utilizada para uma cefaleia primária.
Como a enxaqueca é uma das formas mais frequentes e incapacitantes, também é a cefaleia pediátrica com maior número de estudos e possibilidades terapêuticas.
O tratamento da enxaqueca pode ser dividido em controle das crises e prevenção.
Tratamento das crises de enxaqueca
O medicamento para a crise costuma funcionar melhor quando é administrado no início da dor, enquanto sua intensidade ainda é leve.[5]
Ibuprofeno e paracetamol estão entre as opções estudadas para o tratamento agudo da enxaqueca pediátrica. A escolha e a dose devem considerar idade, peso, alergias, contraindicações, outras doenças e orientação médica.
Quando a resposta aos analgésicos comuns é insuficiente, o médico pode avaliar medicamentos específicos para enxaqueca, como os triptanos. A indicação varia conforme a idade, a apresentação disponível e a regulamentação vigente.
Crianças com piora rápida da dor, náuseas ou vômitos podem se beneficiar de apresentações nasais ou orodispersíveis. Medicamentos para náuseas também podem ser associados em situações específicas.
É importante que a família receba um plano escrito com orientações sobre:
- qual medicamento utilizar;
- em que momento administrá-lo;
- qual dose foi prescrita;
- o que fazer se a primeira opção não funcionar;
- quando procurar atendimento médico.
Uma cópia desse plano pode ser mantida na escola.
Cuidado com o uso excessivo de analgésicos
O uso frequente de medicamentos para as crises pode contribuir para o aumento e a manutenção da dor de cabeça.
Como referência, as diretrizes utilizadas no artigo recomendam limitar o uso a:
- no máximo 14 dias por mês para ibuprofeno ou paracetamol;
- no máximo 9 dias por mês para triptanos;
- no máximo 9 dias por mês para combinações de triptanos, analgésicos ou opioides.[1, 5]
Esses limites não significam que seja seguro automedicar a criança até essa frequência. A necessidade repetida de medicação indica que o tratamento precisa ser reavaliado.
Os opioides não são recomendados para o tratamento da enxaqueca pediátrica.
Quando considerar o tratamento preventivo?
O tratamento preventivo pode ser considerado quando as crises são frequentes, prolongadas, muito intensas ou provocam prejuízo importante à escola, à vida social e à qualidade de vida.
A prevenção pode incluir:
- regularidade do sono e da rotina;
- refeições regulares;
- atividade física;
- terapia cognitivo-comportamental;
- técnicas de relaxamento;
- biofeedback;
- medicamentos preventivos;
- neuromodulação em casos selecionados;
- procedimentos ou tratamentos mais recentes em quadros refratários.
Medicamentos como topiramato, propranolol e amitriptilina podem ser avaliados em situações específicas. Entretanto, as evidências sobre medicamentos preventivos na população pediátrica são mais limitadas e heterogêneas do que nos adultos.[6, 7]
A escolha deve considerar a idade, o tipo de cefaleia, as condições associadas, os possíveis efeitos adversos e as preferências da criança e da família.
Os estudos pediátricos também demonstram uma resposta expressiva ao acompanhamento estruturado, inclusive nos grupos que recebem placebo. Isso reforça a importância da orientação, do seguimento regular e da combinação de estratégias, sem concentrar todo o tratamento apenas no medicamento.[6, 7]
Na enxaqueca crônica pediátrica, a terapia cognitivo-comportamental associada ao acompanhamento médico apresenta uma das melhores evidências disponíveis.[8]
Existem tratamentos mais novos?
Nos casos de enxaqueca resistente, o especialista pode avaliar outras possibilidades, como:
- bloqueios de nervos periféricos;
- onabotulinumtoxina A;
- dispositivos de neuromodulação;
- medicamentos relacionados ao CGRP.
A evidência pediátrica para essas opções ainda é mais limitada do que a disponível para adultos. A indicação por faixa etária, a aprovação regulatória e a disponibilidade no Brasil precisam ser verificadas individualmente.
Quando o tratamento não funciona como esperado, também é necessário revisar:
- o diagnóstico;
- a adesão às orientações;
- as doses utilizadas;
- o tempo de tratamento;
- o uso excessivo de analgésicos;
- a presença de ansiedade, depressão ou distúrbios do sono.
Sono, alimentação e atividade física fazem diferença?
Sono insuficiente ou irregular, sedentarismo, obesidade e longos períodos em jejum estão associados a cefaleias mais frequentes.
Isso não significa que a criança ou a família sejam culpadas pelo problema. A enxaqueca apresenta forte componente biológico e hereditário, e nem sempre existe um gatilho identificável.
As orientações podem incluir:
- manter horários regulares para dormir e acordar;
- investigar ronco, apneia ou insônia;
- evitar longos períodos em jejum;
- manter hidratação adequada;
- praticar atividade física compatível com a idade;
- registrar as crises em um diário para reconhecer padrões.
Ansiedade e depressão devem ser avaliadas?
Sim. Crianças e adolescentes com enxaqueca apresentam maior frequência de sintomas e transtornos de ansiedade e depressão quando comparados aos seus pares sem enxaqueca.[9]
Isso não significa que a dor seja imaginária ou “apenas emocional”. Enxaqueca, ansiedade e depressão podem ocorrer juntas e compartilhar fatores biológicos, genéticos e ambientais.
Identificar e tratar essas condições faz parte do cuidado neurológico e pode contribuir para a melhora da qualidade de vida e da resposta ao tratamento.
Quando procurar um neurologista?
A avaliação neurológica é recomendada quando:
- as dores se repetem;
- as crises interferem na escola ou nas atividades;
- existe necessidade frequente de analgésicos;
- o diagnóstico não está claro;
- o tratamento inicial não funciona;
- há mudança no padrão da dor;
- existem sintomas neurológicos ou outros sinais de alerta.
Uma dor de cabeça isolada e leve geralmente não indica um problema grave. No entanto, cefaleias recorrentes, incapacitantes ou acompanhadas de sinais de alerta não devem ser ignoradas.
O diagnóstico cuidadoso evita dois extremos: realizar exames sem necessidade ou considerar toda dor de cabeça infantil como algo sem importância. Com avaliação clínica, exame neurológico e tratamento individualizado, a maioria das crianças e dos adolescentes pode apresentar melhora significativa e retomar suas atividades escolares, sociais e familiares.




